O lugar do meu encontro

“Que impressionante!”, pensou. “Por que a sarça não se queima? Vou ver isso de perto.” O SENHOR viu que ele se aproximava para observar. E então, do meio da sarça Deus o chamou: “Moisés, Moisés!” “Eis-me aqui”, respondeu ele. Então disse Deus: “Não se aproxime. Tire as sandálias dos pés, pois o lugar em que você está é terra santa”. (Livro do Êxodo, Moisés)
Meu filho, tua caminhada será longa. É melhor que bem cedo aprenda a deixar de dar importância para o que é impressionante para se interessar no que é essencial.
Mais do que a fome e sede que coloco nos corações dos homens pela Minha Presença os fenômenos (como o arbusto que não se consumia) não podem ser atrações maiores que aqueles. Porque a sarça que não se queima com o fogo que a incendiei somente lhe chamou à atenção porque nela manifestei a Minha presença.
O fenômeno não vai ofuscar nunca o que é eterno e há encontros na existência dos homens que são eternos.
Eu estou trazendo você ao lugar do Meu encontro. Onde teus sonhos cessam e todas as tuas aspirações deixam de existir. Onde você não conta com o que faz para Mim nem menciona o que faço para ti.
Sarças pegam fogo e são consumidas. Para você seria comum se a sarça queimasse e se consumisse. Mas por tua causa ao queimar a sarça não a consumi. Eu te atraí desta vez porque decidi que era hora para falar contigo. Sempre falo contigo, porque há uma missão maior que a tua própria vida. Falarei com você e te darei uma missão.
Aquela sarça não se queimou. O tempo passou e você não mais me percebe nas coisas comuns da vida. Somente consegue prestar atenção aos fenômenos apesar de que todos sejam passageiros.
Você acostumou-se a notar com teus sentidos e a processar com o teu entendimento todas as coisas da vida como coisas comuns. As coisas comuns sempre afastam Meus filhos de mim, porque nunca conseguem perceber que estou também interessado nos seus afazeres diários.
Agora, reconhecer-Me em todos os seus caminhos é para quem conta os seus dias até que alcance um coração sábio. Sim, porque não me manifesto somente em fenômenos. Estou em todos os lugares por onde você anda e passa. E é ali que você deverá Me reconhecer para que Eu endireite as tuas veredas.
No meio de teus afazeres coloco sempre notas com pequenas mensagens a fim de falar contigo sem precisar atrair a tua atenção. Mas não percebes. Você somente percebe o extraordinário e o fenômeno, mas não os Meus pequenos gestos.
De fato, na tua caminhada você tem visto muitos sinais que coloquei diante de teus olhos e estes mesmo vendo-os, não mais chamaram a tua atenção. Tornaram-se comuns. Porque teu coração ainda não está preparado com aquela quietude obrigatória que o deserto sempre abriga e proporciona para os que se envolvem com suas areias.
Com os que se entretem com seus répteis e seus insetos na mesma paisagem de todos os dias! Com os que são castigados com suas tempestades que se tornam comuns embora surpreendam sempre. Com aqueles que sorvem seu calor do dia que dificulta o trabalho e castiga seus corpos. Com os que sem escolha esperam todos os dias seu frio da noite que os faz aproximarem-se do fogo dos homens para se aquecerem.
E assim, com a rotina do deserto sem variação é que proporciona aquele cenário para que sarças que se queimam sejam notadas entre a escuridão da noite ou mesmo sob o sol brilhante do dia.
Meu filho, Eu mesmo preparei desertos para atrair ali os que amo, para falar aos seus corações, doutro modo não me ouviriam. E no deserto permanecem por bom tempo até que cansados de sua rotina poderão dar atenção a algum fenômeno que Meu Amor proporcione. Porque o maior ato que posso fazer contigo é atraí-lo para a Minha Presença.
Porque são poucos os que conseguem perceber Minhas notas diárias no meio do que fazem. Aonde vivem não conseguem no meio de tudo perceber Meus gestos de Amor. Não sou Deus somente de grandes coisas. Sou Deus de pequenas coisas. Sou Deus de longe, mas gosto mesmo é ser Deus de perto.
Na compreensão das coisas que consideram naturais meus filhos não conseguem dimensionar a Minha Palavra na medida de suas necessidades. E assim lutam e pelejam em meio a circunstâncias com as quais passariam ligeiros por elas se entendessem que nos desertos, nos montes e até nos vales homens vivem não só de pão, mas de toda a Palavra que procede da Minha boca. A Minha Palavra está bem perto de ti, na tua boca. Fale-a. Diga-a. Eu quero te ouvir, Meu filho.
Se não podem amar a Minha Palavra intensamente, por certo pelo Amor que tenho por eles, irei certamente conduzí-los ao deserto. Meu Espírito sempre conduz filhos ao deserto. E é no deserto, sob tentação não sobre-humana que conseguem parar para Me escutar. E encontrar a Minha Palavra.
Na delicadeza de Meus movimentos, sem a pressa da ansiedade humana, conduzo filhos e filhas a estes lugares. E ali faço o incomum. E é onde seus olhos estarão totalmente fitos em todos os acontecimentos e saberão que todos estão debaixo de Meu cuidado e todos são atos de Minha soberania. O que quero fazer e por isto faço. O que deixo os homens fazerem porque quero. O que a natureza faz observando as Minhas leis porque sempre quis. E porque cheio de interesse atraio filhos para falar aos seus corações, também porque quero. E quero tudo isto, porque os amo.
Por que a sarça não se queima? Porque o Anjo do Senhor apareceu no meio dela como chama de fogo.  Porque no Meu Monte sarças não se queimam, arbustos permanecem vivos. Porque homens se encontram comigo para ouvirem a Minha Palavra revelada.
Sarças não se queimam no Meu monte. É que Meu Fogo consumidor consome somente homens e mulheres que escolhí para Me servir.
Enquanto meus filhos não se voltarem a Mim com um temor interior estremecedor, quase que com um assombro de quem se encontra com o extraordinário, com aquela admiração impressionante e extravagante que Meus santos no passado experimentaram quando se encontraram comigo, aquela exclamação de Tomé ao deparar-se conscientemente com o Meu Filho ressurreto, quase que gritando estupefato “Deus meu e Rei meu” não haverá encontro entre Mim e Ti que venha transformar tua vida e prepará-lo para o serviço do Reino.
A sarça não se queima para poder te atrair para Mim, para falar ao Teu coração no deserto de tua vida. Para te atrair do meio dos teus afazeres humanos, para contrariar a proposta que fizestes a ti mesmo de continuar a viver fazendo as mesmas coisas, cuidando dos teus assuntos, andando nos mesmos lugares e rotineiramente na mesmice de tua existência.
Sarças não se queimam porque milagres pequenos somente atraem homens quebrantados, feridos, machucados! Como aquele servo que separei no ventre de sua mãe e que passou pela vida sendo quebrantado para ser meu ministro, uma labareda de fogo.  Com todos os meus servos é assim! Somente o sofrimento prepara filhos para a obediência absoluta.
Sarças que se queimam com o Meu Fogo mas não se consomem são portadoras do Meu Evangelho do Reino. Porque somente o Fogo do Meu Espírito inflama corações cheios de Amor pelos seres humanos em todos os lugares e somente corações cheios de Amor são portadores do Evangelho Eterno do Reino dos Céus.
Mesmo os anjos que são chamas de fogo mas não podem levar as Boas Novas do Meu Reino inabalável, pois não puderam jamais cantar a canção dos redimidos pelo Sangue derramado de Meu Filho naquela cruz.
Sim, aquela cruz, aquela esculpida da madeira, daquela árvore que Eu mesmo plantei.  Eu mesmo a reguei sabendo que sua madeira serviria para crucificar Meu Filho. Eu a fiz crescer para servir de instrumento para a Minha redenção.
Nos teus passos, filho, você caminha se caminha para tomar a Cruz e seguir-Me. E somente levam a cruz os que se crucificarão nela. Sem crucificação não há morte, morte para o cosmos e para si. Nada tem importância diante da Cruz! As flores, os frutos, as árvores, os astros e as formigas, toda a criação, o cosmos, se dissipam quando na cruz se crucifica. Foi crucificado para o cosmos, para os homens, para si e você se volta inteiramente para Mim e completamente se rende e se esconde em Mim.
Meu sangue foi derramado para reconciliar você comigo, doutro modo estaria salvo, mas não seria filho. Não morri para salvar-te exclusivamente, mas para transformá-lo em Meu filho. O que sempre quis, Meu amado, foi trazer Meus filhos para a Minha Glória.
E somente na cruz, Minha morte e ressurreição, como homem e não como Deus, poderia experimentar o Poder da Ressurreição.
E é o Poder do Evangelho, o Poder do Espírito, o Poder da Ressurreição que tornou você completamente Meu, para sempre.
Sim, somente a Cruz, a mensagem da Cruz, não com palavras ou meras filosofias, mas com Minha Vida oferecida no único altar do Pai, a Cruz.
O único altar que foi completamente aceito, por toda a eternidade, foi a Cruz de Meu Filho, não pelo altar nem seu instrumento de morte, mas porque ali Eu mesmo crucifiquei Meu Filho e O ofereci em teu lugar para que todos se tornassem Meus desde antes da fundação do mundo para todo o sempre.





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