A conquista - parte 202.03.2010
O chanceler do Irã, Manouchehr Mottaki, admitiu ontem pela primeira vez que o Brasil pode servir como uma espécie de "ponte" entre iranianos e a comunidade internacional.
Em declarações exclusivas ao jornal O Estado de S. Paulo, Mottaki ainda afirmou esperar que a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, escute do Brasil - "país com uma visão mais realista" - como solucionar a crise com o Irã.
Em um jogo de palavras, Mottaki defendeu que o governo brasileiro não se coloque no papel de "mediador" do diálogo entre Teerã e Washington, mas "atue para possibilitar consultas". Teerã não acredita que alguém possa falar em seu nome. "O Brasil também não pediu para ser algo como um mediador", explicou Mottaki.
A diplomacia iraniana está consciente do papel moderado adotado pelo Brasil na América Latina e em suas relações com os Estados Unidos. O objetivo de Teerã seria criar um canal de diálogo com o Ocidente - e por meio de um país em desenvolvimento.