A conquista - parte 216.03.2010
Lula deposita flores em memorial no Museu da História do Holocausto, em Israel - (Foto: AFP)
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, visitou nesta terça-feira (16) o Museu da História do Holocausto Yad Vashem, em Israel, e prestou homenagem às vítimas do genocídio que vitimou ao menos 6 milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Lula, o primeiro chefe de Estado brasileiro a visitar oficialmente Israel, depositou uma coroa de flores na chamada Sala de Recordação. O presidente utilizou na cabeça o quipá, tradicional vestimenta judaica.
Ainda hoje, após compromissos oficiais em Jerusalém, Lula viaja à cidade de Belém, onde encontrará o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, que oferecerá um jantar em homenagem ao brasileiro.
Lula também deve colocar flores na tumba do líder palestinos Yasser Arafat (1929-2004), o ato motivou o pedido para que Lula fizesse o mesmo com o túmulo de Theodor Herzl, fundador do movimento sionista, mas o presidente se negou a fazê-lo.
Por isso, o ministro das Relações Exteriores de Israel, Avigdor Liebermann, que é do partido de ultradireita Israel Beiteinu, se negou a comparecer em eventos com Lula. O presidente ainda encontrou a líder da oposição e do partido Kadima, Tzipi Livni, e o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu. Lula primeiro foi recebido e se encontrou com o presidente do país, Shimon Peres.
Livni e Netanyahu reforçaram para Lula sua postura sobre o Irã. O primeiro-ministro ainda chegou a dizer que "Israel adora a morte", enquanto o Brasil "adora a vida". Lula não falou a palavra Irã em nenhum de seus discursos e utilizou exemplos como a convivência entre judeus e árabes na América Latina e o compromisso da região em não ter armas nucleares para passar seus recados. O brasileiro defendeu a criação de um Estado palestino.
fonte: R7